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Cuadro: El Caballero, la Muerte y el Diablo
Pintor: Alberto Durero
Diablo con la muerte
Por Deni Jorge
Hay personas que queremos
Simplemente por querer.
Caminamos volando,
Entre palabras sueltas
De besos amor.
Te creí abrazo,
Y entre sueños se te cayó
el antifaz veneciano
de este baile
que bailé sola.
Al destrozarse
Destrozaste a mí,
Llevándome pedazos y restos
de papeles y dibujos
Que fue para ti.
Llevaste canciones,
Secretos, llevaste…
Y sólo dejaste
Un libro, un recuerdo,
Y el vacío
De un querer que duele.

Entre um guaro* e o amanhecer
Por Deni Jorge
Três dias, e nao sei quantas noites,
pra lembrar e esquecer você.
A cama ainda quente,
na boca ainda o gosto do querer.
Você disse coraçao de pedra,
e eu digo amor, digo rosa,
digo vem,
mesmo que entre um guaro,
e o amanhecer.
Um adeus,
com copos alçados
e meio vazios,
mas o desejo de que se encham,
como os amores incompletos
de uma noite
sem dias.
*guaro: aguardente colombiano

Escultura: O beijo
Auguste Rodin
(Sin Titulo)
Ah, tus besos...
Sabor prohibido de carmin y miel,
Dame el gusto de tu seda,
dejame sentir tu piel.
Ah, tus besos...
Fruto del pecado, del deseo,
no quiero bocas de licores amargos,
quiero lograr este devaneo.
Ah, tus besos...
a cada silaba que despejas
es lo que veo,
este cigarro que lo toca con la suavidad
del colibri en la flor de mi sueño.
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Poema inspirado en otro poema... a vos Ani, a mi, y a todos los poetas y bohemios acostumbraos (y cansaos) a besos vacios...
Pero a nosotros que tanto nos encanta este arte, que hacemos sin los besos con gusto de licor???

Quadro: O menino e a Caveira
(Sin Titulo)
Ojos oblicuos de niño
que brillan al decir sus fantasías,
con las manos el niño juega con las ideas,
y con la boca proyecta sus signos.
Este niño, que es un niño,
todavía cree que no encontró algunos conceptos (se quiere aislar para entenderlos),
pero el no se dio cuenta que hoy,
mañana ya no será.
Y como el río que corre modificando despacio su orilla,
y como el viento que sopla cambiando las cosas de lugar,
así es la vida, así son los conceptos,
así es el tiempo en nosotros.

Desejo
Por Deni Jorge
Preciso adormecer e nao pensar
No castanho dos teus olhos e no teu olhar
que me consomem silenciosamente.
Tentar estar e nao imaginar o que será da gente,
e sentir sem esperar.
A boca com outra boca, que selam o desejo
de querer e viver mais,
É o meu desejo de te descobrir,
e quiçá te amar lento e perdidamente...
Com medo, aquele mesmo,
este que nos rodeia sem a gente notar,
mas que dá sabor ao que nao se sabe,
e que me impede meu corpo de te encontrar.

Quadro: Bailando entre colores
Artista: Mirta Benaverte
VOCÊ QUER DANÇAR?
Por Deni Jorge
Você nunca entendeu que as coisas simples cansam,
e que minhas perguntas sempre buscam
o preenchimento de vazios, dúvidas;
que minha loucura é minha beleza,
e que o mundo é mais bonito com a poesia.
Você se esconde no silêncio,
tem medo de questionamentos,
se submerge no obscuro do teu passado,
e não vem voar comigo no presente.
E te dou minhas mãos,
uma outra vida, outra respiração,
tento te jogar nos meus delírios,
te encho de saliva e de amor.
Te ganho um sorriso, um afago,
mas quero te afogar nos meus sonhos,
quero me inundar dos teus medos e desejos,
quero dançar com você.

Quadro: Os Amantes
Artista: Rene Magritte
PROIBIDO
Por Denise Jorge
Sozinhos, em nossas camas, o desejo em forma de sonho. Inconsciente e
temido, ele toma forma, cores, proporções não aceitas pela realidade.
O disfarce sempre, mas na mente a vontade de tocar, de sentir, de saber
se este encanto é real. E ele oscila, na variante entre razão e instinto,
sociedade e proibido.
Olhares, falas, corações abertos, almas fragilizadas. É a minha segurança
em face da tua vulnerabilidade. A perfeição que me entedia com a inconstância
que te perturba, peças de um quebra-cabeça que se encaixam.
Passageiro, talvez, mas real neste instante. E diante da impossibilidade
de realizar, torna-se um fardo, um dos tantos desejos reprimidos que nós
mesmos, dentro das leis dos homens, tornamos inviáveis.
E me deleito com este fim, adormecendo-o dentro dos meus princípios,
injustamente, para não tornar uma mancha negra a minha consciência.
Confuso
Por Denise Jorge
Em meio a tragos e risos,
e frases sem sentido,
vi uma estrela fugaz,
e acordei-me de seus olhos anil.
Apenas as estrelas te trazem para perto de mim,
trazem música, falas, toques,
imagens da minha mente,
de uma passado...
você é uma saudade.
Só seus olhos estão sempre comigo,
todos os dias a me olhar,
mas queria tudo,
para uma bebida, um cigarro,
conversas de meia noite.
E minha poesia tola e sentimental,
não diz nada, é ilusa e irreal,
já que tudo é obra de lembranças,
sentimentos baseados num passado.
Não suporto mais minhas próprias palavras,
e não sei mais escrever e expressar o que quero.
Um conto de folhetim de uma noite de verão, que se estendeu por pequenas coisas. Não sei se foi fruto da minha mente poética, pelo desejo incontrolável de viver um amor épico. Ou se é, simplesmente, a ilusão de uma adolescente por viver novas experiências.

A CHUVA
Por Deni Jorge
A vida passando desapercebida,
mascarados dançando tango,
olhos que riem do vermelho que visto,
lágrimas que ecoam no meu quarto.
Da janela esta chuva,
não sei se limpeza ou dor.
Eu a observo, não penso;
Nem sinto,
nem sou...
Sou matéria a desintegrar,
o desespero fatal,
o corpo padecendo
de ar,
de alma,
do que perdi e deixei.
Sou, pois, passado,
esta gota seca que escorre...
os desamores,
o vazio,
e o nada.
O nada.

CONTROLE
Por Denise Jorge
Silêncio.
Sozinha e absorta tento encontrar saídas,
respostas...
Tento me achar,
entre delírios e faces...
e tento te achar,
em alguma reação química.
Confusa, sumida e refletindo...

Sonhei, confuso, e o sono foi disperso
Fernando Pessoa
Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,
Mas, quando dispertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são
Obscura luz paira onde estou converso
A esta realidade da ilusão
Se fecho os olhos, sou de novo imerso
Naquelas sombras que há na escuridão.
Escuro, escuro, tudo, em sonho ou vida,
É a mesma mistura de entre-seres
Ou na noite, ou ao dia transferida.
Nada é real, nada em seus vãos moveres
Pertence a uma forma definida,
Rastro visto de coisa só ouvida.

Artista: Botero
Quadro: Mujer Llorando
UM BRINDE A BACO
Por Deni
Antes já a imaginava em teu mundo, cuidando da casa, mimando os filhos, te olhando na sombra de um entardecer enquanto fumava um cigarro, se deitando em teu peito enquanto vêem TV. E muitas lembranças, olhares que dizem sem dizer, uma mão cúmplice que te acalma, risos, vinhos, amor. Aquele rock de fundo da época de namoro, e as lembranças, o amor apagado, a tristeza e a esperança.
Você saindo de casa sem saber se voltará, mas as imagens de um passado rodando como um disco de vinil, como a roda do teu carro. O velho e o novo, a segurança, a certeza de um amor que existiu, e a juventude que te atormenta. Um calor que não sentia mais, e que agora está em tuas mãos, em tua pele te aquecendo, despejando vinte anos de saliva em tua boca, te desejando como o passado talvez não mais o deseje. O corpo tremendo, o medo, todas essas imagens se confundem, dois filmes sobrepostos de modo que se perde o controle, uma aflição no peito, um cigarro, e mais imagens e sensações.
E você retorna ao passado-presente com o cheiro do que poderia ser presente-futuro. E a recorda, sente a tua juventude no turbilhão de teus hormônios que eclodem a cada mirada, a cada sonho, a cada fechada de olhos para lembrar seu sorriso, de seu cabelo comprido balançando ao ritmo cubano, da pele branca e agora queimada de sol. O desejo e a dor, a impossibilidade de tocá-la mais uma vez. O passado te prendendo, a segurança, a estabilidade, tudo te mantendo no velho presente.
Um adeus sem palavras, o peito que arde de saudade, o corpo tremendo suplicando pelo dela, mas não, melhor a dor, melhor lhe ter as lágrimas a fazer passá-la por isso, a deixá-la angustiada a cada telefonema que não dou, a cada mentira que invento justificando minha fuga, o meu medo de querê-la mais.
E como dói imaginá-la assim, triste, chorando, descontando seu rancor em outros braços, engolindo seu pranto porque não quer se render. E a saudade, o desejo que não diminui, e as lembranças. Os filmes se bifurcando, deixando lentamente de serem congruentes, a imaginação tomando conta dos momentos em que estávamos juntos, da cerveja na Serra substituída por um ônibus lotado. A vontade de buscar, de voltar, de sentir mais uma vez sua respiração forte, seu corpo febril numa noite de amor. Tudo faz falta, até seu ciúmes, suas provocações, essa competição inconsciente que existia de quem pode mais, quem ama mais, quem magoa mais.
Talvez você tenha ganho, talvez o passado te disfarce o dano no presente, diminua a tua dor, te faça cegamente acreditar que não te tocou, que logo esquecerá, que já esqueceu ao ver aquela garota de mesma idade, a mesma idade que te remete a ela, a sua risada, ao seu perfume inesquecível. E você fuma a mesma marca de cigarros que a dela, e ela tem os mesmos gostos que o teu e que do teu passado, mas agora os filmes já estão quase paralelos e você quer apagar o mais recente, todas as músicas, todo esse presente que também já é passado.
Os amigos nos apóiam, dizem o que nossa razão quer ouvir, e com o tempo a confusão, a paixão vai sendo abafada. Não se pode mais, não se controla mais, e ainda dói. E a conveniência não permite que se admita, mas sangra, espalha como esse vinho que acabo de derramar sob teus pés que não vejo, mas que imagino agora caminhando pela casa, e ela contigo, os mesmos pratos, os mesmos talheres, a mesma gritaria das crianças, mas com algo que ninguém pode ver, que ninguém pode sentir a não ser você, a não ser o vinho que toma amargamente, como se ainda o sentisse umedecendo teus pés.

DEPOIS DO SONHO
Por Denise Jorge
Escuto minhas palavras se dissiparem ao eco do silêncio,
Vejo as lembranças como lacunas para preencher seus erros,
Sentimentos escritos, nunca ditos, nesse vazio que nos separa,
Desejos reprimidos pela realidade afora.
Sonhos esquecidos por não serem alimentados,
Verdades nunca ditas por sermos fechados,
Frases omissas, subtendidas em meias palavras,
Mentiras escondendo a verdade clara.
Recordações como fuga da falta de amor,
Lágrimas simbolizando a nossa dor,
Idéias confusas mostrando o não saber,
Oportunidades perdidas por não as querer.
Ilusões evidentes desde o primeiro momento,
"Flashs" que atualmente são um tormento,
Egoísmo mútuo por não nos deixarmos partir,
Medo de não ter mais o sentir.
Covardia por não escutar o coração,
Falsidade ao estender as mãos,
Relacionamentos cultivados pela solidão,
Aumentando a cegueira nessa promíscua imensidão.

A NOITE (boemia)
Por Denise Jorge
Sedutora.
No silêncio sonoro da cidade,
que permeia a noite,
é que tudo acontece.
Gritos,
gargalhadas,
glamour,
paixões,
ilusão;
é o encanto da música,
são os brilhos das luzes,
são os corpos encandecentes,
que fervem até o amanhecer.
Mas tudo volta a sua rotina:
a maquiagem perde o brilho,
os corpos padecem de energia,
e as fábricas voltam a trabalhar.
Porém, a euforia e o encanto
permanecem aqui,
ali,
Vivos,
esperando por mais uma canção...
A canção daqueles embalados pela noite.
Poema escrito para um amigo, que será publicado num novo site que será lançado provavelmente neste mês de Abril.

Estrada do Sol
Dolores Duran
É de manhã, vem o sol Mas os pingos da chuva que ontem caiu Ainda estão a brilhar Ainda estão a dançar Ao vento alegre que me traz esta canção Quero que você me dê a mão Vamos sair por aí Sem pensar no que foi que sonhei Que chorei, que sofri Pois a nossa manhã Já me fez esquecer Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol...
Contente por viajar com o meu amor à praia.