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Casualidades...


Cuadro: El Caballero, la Muerte y el Diablo
Pintor: Alberto Durero

Diablo con la muerte
                                            Por Deni Jorge

 

Hay personas que queremos

Simplemente por querer.

Caminamos volando,

Entre palabras sueltas

De besos amor.

Te creí abrazo,

Y entre sueños se te cayó

el antifaz veneciano

de este baile

que bailé sola.

 

Al destrozarse

Destrozaste a mí,

Llevándome pedazos y restos

de papeles y dibujos

Que fue para ti.

Llevaste canciones,

Secretos, llevaste…

Y sólo dejaste

Un libro, un recuerdo,

Y el vacío

De un querer que duele.



Primeiramente, deve olhar atentamente o quadro, lentamente, e desvie o olhar da direita para a esquerda: primeiro o diabo, estranho macho enraivecido possuidor de um só chifre e um cajado, segundo, o cavaleiro, a armadura bem decorada, seu poderoso arreio e sua lança em diagonal que divide os dois em gravura, terceiro a morte, ameaçadora rodeada de serpentes, segurando um relógio de de areia e um cavalo cansado. Abaixo, outra vez lentamente, da direita para a esquerda: a indiferença do reptil, a fidelidade do cachorro, a caveira que marca o caminho e a data e assinatura de Durero. Acima, o castelo.



- Postado por: Deni às 15h14
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Sábado pra Domingo...


Quadro: Sozinho
Artista: Toulouse-Lautrec

Entre um guaro* e o amanhecer
                                                      Por Deni Jorge

Três dias, e nao sei quantas noites,
pra lembrar e esquecer você.

A cama ainda quente,
na boca ainda o gosto do querer.
Você disse coraçao de pedra,
e eu digo amor, digo rosa,
digo vem,
mesmo que entre um guaro,
e o amanhecer.

Um adeus,
com copos alçados
e meio vazios,
mas o desejo de que se encham,
como os amores incompletos
de uma noite
sem dias.

 

*guaro: aguardente colombiano



- Postado por: Deni às 03h03
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Ana...


      Escultura: O beijo
      Auguste Rodin

(Sin Titulo)

Ah, tus besos...
Sabor prohibido de carmin y miel,
Dame el gusto de tu seda,
dejame sentir tu piel.

Ah, tus besos...
Fruto del pecado, del deseo,
no quiero bocas de licores amargos,
quiero lograr este devaneo.

Ah, tus besos...
a cada silaba que despejas
es lo que veo,
este cigarro que lo toca con la suavidad
del colibri en la flor de mi sueño.
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Poema inspirado en otro poema... a vos Ani, a mi, y a todos los poetas y bohemios acostumbraos (y cansaos) a besos vacios...
Pero a nosotros que tanto nos encanta este arte, que hacemos sin los besos con gusto de licor???



- Postado por: Deni às 03h44
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Free...


Quadro: O menino e a Caveira

(Sin Titulo)

Ojos oblicuos de niño

que brillan al decir sus fantasías,

con las manos el niño juega con las ideas,

y con la boca proyecta sus signos.

 

Este niño, que es un niño,

todavía cree que no encontró algunos conceptos (se quiere aislar para entenderlos),

pero el no se dio cuenta que hoy,

mañana ya no será.

 

Y como el río que corre modificando despacio su orilla,

y como el viento que sopla cambiando las cosas de lugar,

así es la vida, así son los conceptos,

así es el tiempo en nosotros.



- Postado por: Deni às 06h56
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Você

 

Desejo
                          Por Deni Jorge

Preciso adormecer e nao pensar
No castanho dos teus olhos e no teu olhar
que me consomem silenciosamente.
Tentar estar e nao imaginar o que será da gente,
e sentir sem esperar.
A boca com outra boca, que selam o desejo
de querer e viver mais,
É o meu desejo de te descobrir,
e quiçá te amar lento e perdidamente...
Com medo, aquele mesmo,
este que nos rodeia sem a gente notar,
mas que dá sabor ao que nao se sabe,
e que me impede meu corpo de te encontrar.



- Postado por: Deni às 19h13
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Do you wanna dance??


Quadro: Bailando entre colores
Artista: Mirta Benaverte

VOCÊ QUER DANÇAR?
                                    Por Deni Jorge

Você nunca entendeu que as coisas simples cansam,
e que minhas perguntas sempre buscam
o preenchimento de vazios, dúvidas;
que minha loucura é minha beleza,
e que o mundo é mais bonito com a poesia.

Você se esconde no silêncio,
tem medo de questionamentos,
se submerge no obscuro do teu passado,
e não vem voar comigo no presente.

E te dou minhas mãos,
uma outra vida, outra respiração,
tento te jogar nos meus delírios,
te encho de saliva e de amor.

Te ganho um sorriso, um afago,
mas quero te afogar nos meus sonhos,
quero me inundar dos teus medos e desejos,
quero dançar com você.



- Postado por: Deni às 01h50
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Quadro: Os Amantes
Artista: Rene Magritte

PROIBIDO
                 Por Denise Jorge

Sozinhos, em nossas camas, o desejo em forma de sonho. Inconsciente e
temido, ele toma forma, cores, proporções não aceitas pela realidade.

O disfarce sempre, mas na mente a vontade de tocar, de sentir, de saber
se este encanto é real. E ele oscila, na variante entre razão e instinto,
sociedade e proibido.

Olhares, falas, corações abertos, almas fragilizadas. É a minha segurança
em face da tua vulnerabilidade. A perfeição que me entedia com a inconstância
que te perturba, peças de um quebra-cabeça que se encaixam.

Passageiro, talvez, mas real neste instante. E diante da impossibilidade
de realizar, torna-se um fardo, um dos tantos desejos reprimidos que nós
mesmos, dentro das leis dos homens, tornamos inviáveis.

E me deleito com este fim, adormecendo-o dentro dos meus princípios,
injustamente, para não tornar uma mancha negra a minha consciência.



- Postado por: Deni às 02h35
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Confuso
                   Por Denise Jorge

 Em meio a tragos e risos,
 e frases sem sentido,
 vi uma estrela fugaz,
 e acordei-me de seus olhos anil.

 Apenas as estrelas te trazem para perto de mim,
 trazem música, falas, toques,
 imagens da minha mente,
 de uma passado...
 você é uma saudade.

 Só seus olhos estão sempre comigo,
 todos os dias a me olhar,
 mas queria tudo,
 para uma bebida, um cigarro,
 conversas de meia noite.

 E minha poesia tola e sentimental,
 não diz nada, é ilusa e irreal,
 já que tudo é obra de lembranças,
 sentimentos baseados num passado.

 Não suporto mais minhas próprias palavras,
 e não sei mais escrever e expressar o que quero.


Um conto de folhetim de uma noite de verão, que se estendeu por pequenas coisas. Não sei se foi fruto da minha mente poética, pelo desejo incontrolável de viver um amor épico. Ou se é, simplesmente, a ilusão de uma adolescente por viver novas experiências.



- Postado por: Deni às 02h14
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Solidão

A CHUVA
                    Por Deni Jorge

A vida passando desapercebida,
mascarados dançando tango,
olhos que riem do vermelho que visto,
lágrimas que ecoam no meu quarto.

Da janela esta chuva,
não sei se limpeza ou dor.
Eu a observo, não penso;
Nem sinto,
nem sou...

Sou matéria a desintegrar,
o desespero fatal,
o corpo padecendo
de ar,
de alma,
do que perdi e deixei.

Sou, pois, passado,
esta gota seca que escorre...
os desamores,
o vazio,
e o nada.

O nada.



- Postado por: Deni às 02h47
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"Set the controls for the heart of the sun"...

CONTROLE
                       Por Denise Jorge

Silêncio.
Sozinha e absorta tento encontrar saídas,
respostas...
Tento me achar,
entre delírios e faces...
e tento te achar,
em alguma reação química.


Confusa, sumida e refletindo...




- Postado por: Deni às 23h24
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Sonhos... ilusão

 

Sonhei, confuso, e o sono foi disperso
                                                                                              Fernando Pessoa

 
Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,
Mas, quando dispertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são 
Obscura luz paira onde estou converso
A esta realidade da ilusão
Se fecho os olhos, sou de novo imerso
Naquelas sombras que há na escuridão. 

Escuro, escuro, tudo, em sonho ou vida,
É a mesma mistura de entre-seres
Ou na noite, ou ao dia transferida. 

Nada é real, nada em seus vãos moveres
Pertence a uma forma definida,
Rastro visto de coisa só ouvida. 



- Postado por: Deni às 17h43
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Lovers...


Artista: Botero
Quadro: Mujer Llorando

 

UM BRINDE A BACO
Por Deni

 

 

                      Antes já a imaginava em teu mundo, cuidando da casa, mimando os filhos, te olhando na sombra de um entardecer enquanto fumava um cigarro, se deitando em teu peito enquanto vêem TV. E muitas lembranças, olhares que dizem sem dizer, uma mão cúmplice que te acalma, risos, vinhos, amor. Aquele rock de fundo da época de namoro, e as lembranças, o amor apagado, a tristeza e a esperança.

 

                   Você saindo de casa sem saber se voltará, mas as imagens de um passado rodando como um disco de vinil, como a roda do teu carro. O velho e o novo, a segurança, a certeza de um amor que existiu, e a juventude que te atormenta. Um calor que não sentia mais, e que agora está em tuas mãos, em tua pele te aquecendo, despejando vinte anos de saliva em tua boca, te desejando como o passado talvez não mais o deseje. O corpo tremendo, o medo, todas essas imagens se confundem, dois filmes sobrepostos de modo que se perde o controle, uma aflição no peito, um cigarro, e mais imagens e sensações.

 

                   E você retorna ao passado-presente com o cheiro do que poderia ser presente-futuro. E a recorda, sente a tua juventude no turbilhão de teus hormônios que eclodem a cada mirada, a cada sonho, a cada fechada de olhos para lembrar seu sorriso, de seu cabelo comprido balançando ao ritmo cubano, da pele branca e agora queimada de sol. O desejo e a dor, a impossibilidade de tocá-la  mais uma vez. O passado te prendendo, a segurança, a estabilidade, tudo te mantendo no velho presente.

 

                   Um adeus sem palavras, o peito que arde de saudade, o corpo tremendo suplicando pelo dela, mas não, melhor a dor, melhor lhe ter as lágrimas a fazer passá-la por isso, a deixá-la angustiada a cada telefonema que não dou, a cada mentira que invento justificando minha fuga, o meu medo de querê-la mais.

 

                   E como dói imaginá-la assim, triste, chorando, descontando seu rancor em outros braços, engolindo seu pranto porque não quer se render. E a saudade, o desejo que não diminui, e as lembranças. Os filmes se bifurcando, deixando lentamente de serem congruentes, a imaginação tomando conta dos momentos em que estávamos juntos, da cerveja na Serra substituída por um ônibus lotado. A vontade de buscar, de voltar, de sentir mais uma vez sua respiração forte, seu corpo febril numa noite de amor. Tudo faz falta, até seu ciúmes, suas provocações, essa competição inconsciente que existia de quem pode mais, quem ama mais, quem magoa mais.

 

                   Talvez você tenha ganho, talvez o passado te disfarce o dano no presente, diminua a tua dor, te faça cegamente acreditar que não te tocou, que logo esquecerá, que já esqueceu ao ver aquela garota de mesma idade, a mesma idade que te remete a ela, a sua risada, ao seu perfume inesquecível. E você fuma a mesma marca de cigarros que a dela, e ela tem os mesmos gostos que o teu e que do teu passado, mas agora os filmes já estão quase paralelos e você quer apagar o mais recente, todas as músicas, todo esse presente que também já é passado.

 

                   Os amigos nos apóiam, dizem o que nossa razão quer ouvir, e com o tempo a confusão, a paixão vai sendo abafada. Não se pode mais, não se controla mais, e ainda dói. E a conveniência não permite que se admita, mas sangra, espalha como esse vinho que acabo de derramar sob teus pés que não vejo, mas que imagino agora caminhando pela casa, e ela contigo, os mesmos pratos, os mesmos talheres, a mesma gritaria das crianças, mas com algo que ninguém pode ver, que ninguém pode sentir a não ser você, a não ser o vinho que toma amargamente, como se ainda o sentisse umedecendo teus pés.



- Postado por: Deni às 00h25
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The sounds of silence...

DEPOIS DO SONHO
                                  Por Denise Jorge

Escuto minhas palavras se dissiparem ao eco do silêncio,
Vejo as lembranças como lacunas para preencher seus erros,
Sentimentos escritos, nunca ditos, nesse vazio que nos separa,
Desejos reprimidos pela realidade afora.

Sonhos esquecidos por não serem alimentados,
Verdades nunca ditas por sermos fechados,
Frases omissas, subtendidas em meias palavras,
Mentiras escondendo a verdade clara.

Recordações como fuga da falta de amor,
Lágrimas simbolizando a nossa dor,
Idéias confusas mostrando o não saber,
Oportunidades perdidas por não as querer.

Ilusões evidentes desde o primeiro momento,
"Flashs" que atualmente são um tormento,
Egoísmo mútuo por não nos deixarmos partir,
Medo de não ter mais o sentir.

Covardia por não escutar o coração,
Falsidade ao estender as mãos,
Relacionamentos cultivados pela solidão,
Aumentando a cegueira nessa promíscua imensidão.



Numa noite em que palavras não vinham à caneta, dormi... Uma frase me rondava: "escuto as palavras se dissiparem ao eco do silêncio". Sonhei... sonho daqueles reais e estranhos... SURREAIS... E despertei... não sei se do sonho, ou do que vivia... às 20:00 hs do dia seguinte, a frase se completou; era o despertar do sonho...dos sonhos. Querer e não ter... querer a distância, o querer de Platão. Uma ilusão infante, que de tão forte, tornava palpável o vazio e a lembrança... Imagens de uma recordação que eu não deixava esvair... Passados três anos, nada mais existia. Todavia, deparei-me novamente de forma análoga com esta lembrança... Sensação rara... Ao tocar, senti finalmente o Adeus... talvez fosse necessário, pra fazer dormir definitivamente os requícios... E neste dia, com os olhos cheios de lágrimas na penumbra do quarto e dos corpos, outra frase: "por que me acontece isso quando estou com você???"... Um tanto quanto profundo, de outras vidas, quiçá, mas foi o fim. Assim, o último beijo, e a certeza de que aquilo que eternizamos, e guardamos no obscuro da nossa mente, uma vez tocado, emerge na mesma intensidade de outrora. Hoje somente tenho a ausência plantada, e a história. O resto o vento (tempo) tratou de levar.



- Postado por: Deni às 01h17
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Embalos...

A NOITE (boemia)
                                        Por Denise Jorge

Sedutora.
No silêncio sonoro da cidade,
que permeia a noite,
é que tudo acontece.

Gritos,
gargalhadas,
glamour,
paixões,
ilusão;
é o encanto da música,
são os brilhos das luzes,
são os corpos encandecentes,
que fervem até o amanhecer.

Mas tudo volta a sua rotina:
a maquiagem perde o brilho,
os corpos padecem de energia,
e as fábricas voltam a trabalhar.

Porém, a euforia e o encanto
permanecem aqui,
ali,
Vivos,
esperando por mais uma canção...

A canção daqueles embalados pela noite.


Poema escrito para um amigo, que será publicado num novo site que será lançado provavelmente neste mês de Abril.



- Postado por: Deni às 22h16
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Feriado

Estrada do Sol
Dolores Duran

É de manhã, vem o sol
Mas os pingos da chuva que ontem caiu
Ainda estão a brilhar
Ainda estão a dançar
Ao vento alegre que me traz esta canção
Quero que você me dê a mão
Vamos sair por aí
Sem pensar no que foi que sonhei
Que chorei, que sofri
Pois a nossa manhã
Já me fez esquecer
Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol...

Contente por viajar com o meu amor à praia.



- Postado por: Deni às 15h50
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